A cada reflexão semanal do estágio, observo coisas que antes passava despercebido. A temática que estou usando no estágio abriu um leque de possibilidades que não imaginava quando o iniciei. A alfabetização cientifica de acordo os PCNs, possibilita o desenvolvimento das noções sobre o meio ambiente, com maior compreensão da criança sobre o mundo que a cerca e sobre si mesma, desenvolvendo atitudes responsáveis para consigo, com o outro e com o ambiente. Para ampliar o universo de conhecimentos dos meus alunos, precisei pesquisar e estudar cada detalhe dos planos de aulas, para que atraísse os alunos, favorecendo um processo reflexivo de aprendizagem. Estou sempre em busca de algo novo, que gere oportunidades no processo de alfabetização de um modo lúdico e significativo, envolvendo uma visão interdisciplinar. Hoje, entendo o que Paulo Freire disse com, “Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”. Para que meu aluno se familiarize com o mundo natural, organizando um conjunto de valores, eu preciso ter consciência do meu próprio aperfeiçoamento. Quando alcanço os objetivos propostos, sinto uma satisfação enorme em estar contribuindo com a formação intelectual e pessoal dessas crianças.
Dentro do plano desta semana, estudamos a rotina de um formigueiro (especial da revista Nova Escola), assistimos a dois tipos de vídeos sobre a vida das formigas. Um deles foi o filme infantil “Vida de insetos”( Flik é uma formiga cheia de idéias que, em nome dos "insetos oprimidos de todo o mundo", precisa contratar guerreiros para defender sua colônia de um faminto bando de gafanhotos). O outro é um documentário sobre insetos verdadeiros, onde apareciam vários tipos de formigas (com asas e sem asas), e para concluirmos a nossa pesquisa, fomos observar as formigas no pátio da escola. Os alunos tiveram vários olhares diferentes sobre esse inseto podendo fazer uma comparação entre a fantasia e a realidade. A exploração do meio desenvolve no aluno a capacidade de pensar, construindo conceitos e conhecimentos pelo próprio esforço. Nesta perspectiva de envolvê-lo na observação e descrição de tudo que o cerca, observamos atentamente a função das formigas no seu meio natural, levando-os a conhecer as características sociais desses insetos. Ao participar das decisões sobre o que investigar e como fazê-lo, tornou-se uma experiência única, criativa e desafiadora para eles, pois promoveu uma construção de conhecimento de conduta científica, permitindo que vivessem experiências significativas para as suas aprendizagens. Essa, sem dúvida é a melhor maneira de aprender, buscando respostas pelos próprios alunos. O ensino de ciências é o estudo de tudo que nos rodeia. Devemos possibilitar que sejam vividas experiências concretas entre nós (professores e alunos), facilitando aprendizagens em conjunto, e ao mesmo tempo atendendo as necessidades naturais das crianças, que é a curiosidade de descobrir o significado das coisas. Na natureza a criança explora seu mundo, melhorando cada vez mais a leitura do mundo. A função do professor como mediador é desafiar e incentivar o aluno a explorar o meio, para que ele próprio faça as suas descobertas, pois quando uma criança pesquisa, formula hipótese, observa e experimenta, começa a entender as relações entre o meio e o ser vivo. “O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas". Jean Piaget
domingo, maio 23
Começo minha semana com a frase do filósofo Sócrates. “Só sei que nada sei”. Quanto mais eu procuro aprender, descubro que menos eu sei. Lendo sobre um texto de alfabetização cientifica nas séries iniciais, descobri que não estou trabalhando longe do que imaginei para o meu estágio e estou aproveitando esse material para a minha pesquisa. “A produção crescente de vídeos educativos tem contribuído significativamente para um trabalho na perspectiva do desenvolvimento da alfabetização científica cultural (Shen, 1975) e multidimensional (Bybee, 1995). Através dos documentários os alunos têm a oportunidade de ampliar a sua cultura, o seu universo de conhecimentos. Há excelentes documentários, também veiculados pela TV sobre a Ciência, que apresentam os mais variados assuntos científicos com clareza e profundidade, aliados a uma fotografia que prende a atenção, principalmente das crianças. De modo semelhante aos textos, o uso planejado e estruturado destes vídeos pode ser efetivado pelo professor”. E era exatamente o que estávamos fazendo quando o professor Paulo e a Rossana chegaram à escola para a visita, Fiquei um pouco apreensiva com a reação dos alunos, porque eles não estão acostumados com estranhos na sala de aula. Logo imaginei que seria um alvoroço. Mas foi melhor do que eu esperava, senti que ficaram entusiasmados. Conversaram, mostraram livros, cadernos e dicionários (aliás, eles adoram aqueles dicionários ilustrados). Alguns acabaram até esquecendo o filme que estavam assistindo (documentário sobre insetos), para interagir com os professores. Depois que começamos a trabalhar com esse projeto, eles trazem de casa livros de ciências, para mostrarem que não são alheios a alguns conhecimentos. Daí a importãncia de se respeitar a bagagem de conhecimento que o aluno trás para a escola, reconhecendo as suas formas próprias de aprender e sendo o mediador nessa construção. Para Vygotsky (1987), é através do contato com o material escrito e com o “outro” (intelecutor), a partir de trocas dialógicas que este processo se constrói. http://www.fae.ufmg.br/ensaio/v3_n1/leonir.PDF
Refletindo sobre as cinco semanas de estágio que já se passaram, entendo que é muito importante trabalhar com as várias formas de expressão da criança, no desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Tenho incluido nos meus planos de aula estratégias pedagógicas que contribua para facilitar a apropriação da linguagem escrita partindo dessa convicção, seguindo as orientações do meu supervisor Paulo Albuquerque e da tutora Rossana. Todas as atividades estão sendo elaboradas com o objetivo de estimular o aprendizado, a criatividade, a oralidade e a coordenação motora ampla e fina, levando-as a ter mais contato com o mundo sensorial, despertando para as cores, as formas, as letras, os números, os sons, tudo dentro da temática que escolhi para o projeto“ os animais”. Essa temática da área das Ciências naturais na alfabetização, é direcionada a “alfabetização científica na constituição da cidadania”. A alfabetização científica, segundo Krasilchik (1992: 06), constitui-se como uma das grandes linhas de investigação no ensino de ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama internacional, estando "estreitamente relacionado à própria crise educacional e a incapacidade de a escola em dar aos alunos os elementares conhecimentos necessários a um indivíduo alfabetizado"
Nesta fase as crianças têm grande capacidade e estímulo para o aprendizado e para o novo, em busca de significados.
Para Paulo Freire “A aprendizagem é uma constante procura de significado das coisas. – APRENDER A APRENDER. A aprendizagem deve, pois, começar pelos acontecimentos em que os alunos estão envolvidos” – "palavramundo" (PAULO FREIRE).
Veganismo (leitura sugerida pelo professor orientador Paulo Albuquerque). Veganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos, através do boicote a atividades e produtos considerados especistas. O termo inglês vegan (pronuncia-se vígan) foi criado em 1944, numa reunião organizada por Donald Watson (1910 - 2005) envolvendo 6 pessoas (após desfiliarem-se da The Vegetarian Society por diferenças ideológicas), onde ficou decidido criar uma nova sociedade (The Vegan Society) e adotar um novo termo para definir a si próprios. Trata-se de uma corruptela da palavra "vegetarian", em que se consideram as 3 primeiras letras e as 2 últimas para formar a palavra vegan. Em português se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), na formação do termo vegano (s.m. adepto do veganismo - fem. vegana). Tem sido usado também o termo veganista para se referir aos adeptos do veganismo. Os veganos boicotam qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufactura. Cada animal é dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc). Dessa forma veganos propõem uma analogia entre especismo, racismo, sexismo e outras formas de preconceito e discriminação. Preferem usar os termos "animais não-humanos" ou "seres sencientes", em vez de "irracionais". Muito importante distanciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta, mas sim uma ideologia baseada nos direitos animais, e que luta pela inclusão destes na sociedade.
Artigos em peles, couro, lã, seda, camurça ou outros materiais de origem animal (como adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Sendo assim, um vegano se veste de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc).
São vegetarianos estritos, ou seja, excluem da sua dieta carnes, gelatina, lacticínios, ovos, mel e quaisquer alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal. Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Não tomam vacinas ou soros, mas podem violar os princípios veganos quando alternativas não estiverem disponíveis, ou em caso de emergência ou urgência. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo. O vegano defende o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais. São divulgadas entre a comunidade vegana extensas listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais. Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento. Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer "esporte" que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência. Dia Mundial Vegano O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação. Em 2004 o evento marcou o 60º aniversário da sociedade, e o 10º aniversário do feriado O número de adeptos tem crescido de forma gradual, com o auxílio de documentários que denunciam o especismo e ensinam direitos animais.
Este tema “animais” interessa e desperta a curiosidade das crianças, pois além de fazer parte do universo infantil, também possibilita reflexões sobre os cuidados com os bichos, aproximando os alunos da vida animal. As atividades propostas têm valorizado o conhecimento prévio dos alunos em relação à temática, pois sabemos que o processo de alfabetização tem início muito antes do ingresso da criança na escola, em suas primeiras tentativas de compreender o universo letrado que a rodeia. É um processo natural, em que o aluno busca resposta às suas curiosidades e indagações, levantando hipóteses, até tirar as suas conclusões, pois ele é responsável pelo seu processo de aquisição do conhecimento. Autores como Jean piaget e lev Vygotsky trouxeram teoria importantes para dar fundamento ao trabalho com as crianças , pois a compreensão de como o conhecimento humano se constrói ao longo da vida destaca a importância da atividade do sujeito no meio em que ele vive. A criança tem um papel ativo na construção do seu conhecimento, isso significa que a interação com o ambiente, permite a ampliação do seu conhecimento. Dentro das atividades que estou propondo no projeto, promove o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, utilizando diferentes tipologias textuais, onde o aluno é estimulado a usar da criatividade e autonomia. No momento estou utilizando os meus próprios recursos tecnológicos nas aulas, pois carrego o Notbook, a máquina fotográfica e um rádio MP3. Minha escola esta com problemas no laboratório de informática desde que foi roubada no ano passado. Ao utilizar diversos textos e histórias, aproveitei para fazer ganchos com outros temas como família, reprodução dos seres, solidariedade e a diversidade entre os seres, permitindo que as crianças experimentem sentimentos, assimilem e compreendam significativamente os valores essenciais para uma vida social. Deixo aqui uma mensagem que também deixei na reflexão do meu trabalho do meu orientador. "O maior desafio de qualquer tempo é aprender a viver. Que valor tem a vida sem projeto de vida? É preciso traçar regras de bem viver, estabelecer prioridades, administrar o tempo, gerir informações, competência emocional para reconhecer e controlar as emoções, e aprender a auto-estimular a produção dos hormônios que formam o padrão químico do bem estar. Se você é educador, antes de procurar o valor de x, invista 5 minutos diários, ensinando sobre o VALOR DA VIDA"! (*Ivone Boechat (Graduada em Pedagogia,Mestre em Educação, PhD – Psicologia da Educação, Bacharel em Direito.)
Quando pensei no projeto de estágio que teria de elaborar para trabalhar com minha turma, passei a observá-los com muita atenção. Encorajei-os a conversar, a pensar, a discutir e a refletir sobre o que gostariam de aprender. Apesar de serem crianças pequenas, eles já trazem muitos conhecimentos e manifestam gostos e desejos. A partir daí descobri que as crianças, além de outros assuntos de casa, gostam de falar sobre seus animais de estimação. Nesta faixa etária as crianças demonstram muita curiosidade em relação aos animais, pois os animais têm uma importante presença em seu mundo cotidiano (desenhos animados, histórias, jogos), então decidi, após muito diálogo, tornar familiar e agradável o acesso do aluno no mundo letrado, atendendo suas predileções. Hoje já se passaram duas semanas que estou trabalhando esse tema e já posso dizer que valeu a pena à escolha. Os alunos estão participando ativamente das propostas dos planos de aula, realizando com entusiasmo as atividades. Os planos de aula estão sendo planejados de uma forma que fiquem dinâmicos e lúdicos, tornando-se atraentes para as crianças e ampliando os conhecimentos sobre a vida dos animais e, consequentemente, instigando a sensibilidade com a relação à importância desses seres para o equilíbrio ambiental.
Meu estágio está sendo praticado com uma turma do 1º ano do ensino fundamental. A reflexão sobre a elaboração do projeto do estágio vem de encontro com as ideias de Fernando Hernandez, "Projetos de Trabalhos",(Hernandez, 2000, p. 184). De acordo com Hernandez, o professor tornar-se um pesquisador, dividindo com os alunos a responsabilida pela construção do conhecimento. Um projeto é um método de estratégia de ensino que visa por meio da investigação de um tema ou problema, articular a teoria e prática, gerando uma aprendizagem diversificada dentro da realidade. Almejo que meu aluno esteja engajado na busca do seu saber, indo ao encontro de sua autonomia e assim tornando-se o autor de suas conquistas em direção ao letramento e alfabetização.
Escolhi este pensamento para descrever o que estou sentindo agora, na reta final da faculdade, como passou rápido o tempo... e dizer que quase desisti, achando que seria um tempo perdido. Que bom que não desisti. Hoje me sinto uma profissional renovada. A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira...Quando se vê, já terminou o ano...Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, já passaram-se 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado. Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente, iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Sou Prof. da rede estadual,viúva,mãe de três filhos,sendo dois rapaz, uma moça e duas netas. Tenho paixão pela minha profissão, apesar de ser um pouco cansativa. Gosto de estudar e ficar sempre atualizada, a internet foi a melhor coisa que inventaram nos últimos anos, pois um mundo de informações chegam mais rápido para nos ajudar como estudantes do pead e profissionais da área da educação.