terça-feira, setembro 14
O INÍCIO DE TUDO...
Fazendo uma retrospectiva das aprendizagens nos três primeiros semestres do PEAD, confesso que não entendia muito bem o que significava o blog, então comecei colocndo algumas reflexões. Estava passando por uma grande transformação na minha vida, e precisei tomar sérias decisões para não desistir do curso. Estava fascinada com a tecnologia, e a rapidez que precisava aprender para acompanhar o curso a distância, e tudo isso ficou registrado no início do meu blog, pois comentei várias vezes sobre a importância dessa tecnologia e o quanto estava facilitando interação entre colegas, professores e tutoras. Foram muitos desafios que tivemos que enfrentar, mas nos levou ao um novo modo de ver o mundo, com novas formas de adquirir conhecimentos, através trocas de saberes, via internet. No início estava um tanto tímida em expor meus pensamentos, mas ao mesmo tempo, fascinada com o blog, pois achava interessantíssimo ter um diário eletrônico, em que muitas de pessoas poderiam ter acesso as minhas idéias e sentimentos. O primeiro semestre foi uma fase de adptação, com muitos obstáculos para serem superados, mas deu tudo certo. Mas, foi no ano de 2007 (segundo e terceiro semestre) que realmente evolui muito como professora do 1º ano do ensino fundamental, aprimorando minha prática pedagógica, pois foram interdiscíplinas prazerosas para se trabalhar com crianças pequenas na sala de aula como teatro, literatura infantil, ludicidade, artes visuais e a criação de histórias no SI. Coloquei em prática todas as atividades sugeridas nas interdíciplinas com meus alunos, e, olhando agora as foto postadas no blog pude reviver aqueles momentos inesquecíveis, e de muitas mudanças e crescimento na minha vida proficional como educadora.
domingo, setembro 5
FLORES PRA MIM...
Com as pilhas recarregadas começo hoje uma nova e última etapa dos estudos no PEAD, o temido TCC, mas com gostinho de formatura. Ufa! nem acredito que já se passaram quatro anos... Hoje olhando para trás vejo o quanto foi difícil chegar até aqui. Muitas vezes, quando batia o cansaço, vinha aquela vontade enorme de desistir. Eram muitas cobranças, noites mal dormidas, falta de inspiração e mais cobranças. O tempo correndo e eu correndo atrás do tempo, mas neste momento sinto uma enorme satisfação por ter vencido todos os obstáculos que se atravessaram no meu caminho, e para quem me conhece sabe que não foram poucos. Pois foram tristes e doloridos. Feridas muito grande que ainda doi quando tocadas. Mas minha força de vontade foi maior. Procurei olhar sempre para frente, com perceverança, acreditando que dias melhores viriam. E como diz o velho dito popular... "Nada como um dia após o outro".
sábado, julho 10
BELAS PALAVRAS...
Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo: "Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim." "Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim." "O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim." "A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim." "Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim." "Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim." "Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."
sexta-feira, julho 2
Uma nova experiência...
Conviver nunca é uma tarefa fácil. E se tratando de crianças, ela torna-se ainda mais delicada, principalmente quando é preciso adequar-se a regras coletivas, horários e uma rotina comum a todos. Também é comum que algumas crianças custem a aceitar o convívio com outras, dividindo o mesmo ambiente, os jogos e a atenção da professora. Como a temática do projeto que estamos desenvolvendo na sala de aula é sobre a importância dos cuidados com os animais no meio ambiente, resolvemos criar a mascote da Turma. O tempo deste projeto é indeterminado, ele permanecerá enquanto tiver o interesse das crianças.Com o objetivo de promover a socialização, a cooperação e a amizade, estimulando a ação de cuidar de si e do próximo, é que escolhemos uma mascote para turma (um ursinho panda de pelúcia “o Pandinha”). O aluno (a) responsável pela mascote o levará para casa juntamente com o diário. Poderá pedir ajuda aos pais, irmãos e outros, para registrar o que fizeram juntos durante a visita, e no dia seguinte ele o trará de volta para a escola juntamente com o diário e, fará um relato para seus colegas de tudo fez com a mascote em seu lar.
A experiência tem sido muito positiva. Os alunos se sentem importantes, pois tem que cuidarem muito bem do seu amiguinho enquanto estiverem com ele. Os pais aprovam o projeto, pois aproxima a família da vida escolar, incentivando a escrita e a leitura de ambos, através dos registros sobre a visita do ursinho na casa do aluno. Percebe-se claramente a expectativa que cada criança cria até chegar sua vez de levar o ursinho para casa, e, também, a tristeza daquele que tem que entregá-lo no dia seguinte.
"...será que amadurecer significa abandonar nossos amados ursinhos de pelúcia e as amizades verdadeiras da infância, ou será que significa ser forte o suficiente para proclamar com orgulho nossa devoção pelos ursinhos? Se eu tivesse que escolher, não pensaria duas vezes- o tipo de maturidade que não tem espaço para a fantasia não significa nada e não oferece recompensa. DÊ-me a ternura de um ursinho esfarrapado todos os dias." Ted Mentem http://www.thesadgirl.hpg.ig.com.br/sociedade/30/index_int_3.html
quinta-feira, julho 1
"ALTERIDADE"
Para trabalhar a alteridade com a turma, propus o desafio de criar novas possibilidades de expressão e idéias, através da dramatização, com um teatrinho sobre os animais. Com alguns fantoches que levei para a sala, eles criaram diálogos de apresentações entre os diferentes animais, com as seguintes perguntas: Onde vive? De que se alimenta? É selvagem ou doméstico? O que gostam de fazer na floresta?Têm amigos? E outras perguntas que foram surgindo durante o diálogo. Essa atividade estimulou a criatividade e a linguagem das crianças em suas formas de manifestações, também proporcionou um aprendizado prazeroso, através do lazer e do lúdico, demonstrando nos diálogos os conhecimentos adquiridos sobre os animais que pesquisamos durante o projeto.
(Alteridade: categoria fundamental da ética ambiental)
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10241)
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10241)
domingo, junho 13
Reflexão sobre o meio ambiente.
Nesta semana fiz um apanhado geral sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, através de pesquisas das notícias dos jornais. Com as reportagens encontradas os alunos confeccionaram um jornal sobre todas as reportagens relacionadas ao assunto principal (meio ambiente) e outros similares referentes aos animais. Essa atividade levou os alunos a refletirem sobre a falta de cuidado que o homem está tendo com a natureza e as graves consequências causadas com o desmatamento, poluição da água e ar, e todos os lixos hospitalares, químicos e tecnológicos espalhados no meio ambiente, e que aos poucos vão destruindo o nosso planeta. Deixei claro que eles são os responsáveis pelo futuro da terra, e, que é muita responsabilidade, pois se não ajudarem a cuidá-la não terão mais os recursos naturais que temos hoje. Também conversamos sobre alguns dos filmes que eles assistem em casa com seus pais, com temas sobre a destruição da terra, em que geralmente aparecem ondas gigantes, terra congelando, guerras de bombas atômicas e outros... Apesar de serem fictícios dão ótimos exemplos do que acontecerá com o futuro de toda a humanidade se não nos unirmos para proteger o planeta. Depois de longa conversa comecei a questioná-los com as seguintes perguntas: Como vai ser no futuro se não existirem mais peixes nos rios e mares? Se os solos ficarem poluídos e não nascerem mais as plantações de onde saem nossos alimentos, como vamos sobreviver? E quem vai despoluir o ar quando não nascerem mais as árvores? Sem falar dos nossos queridos animais, que desaparecerão completamente da terra se não houver água e alimentos. Só sobreviverá em meio a destruição, os animais transmissores de doenças, que se alimentam de sangue ou do lixo (ratos, baratas, moscas e mosquitos).Lev Vygotsky (1896-1934) diferenciou os dois tipos de conceito que convivem na compreensão da criança pequena sobre o mundo que a cerca: os científicos (assimilados na instrução formal) e os cotidianos (obtidos no convívio prático).
Os alunos tentam responder as perguntas e mostrarem que já têm opiniões próprias sobre os cuidados que precisam ter com o meio ambiente. A natureza faz parte do cotidiano deles e é através dela que formulam as primeiras teorias da sua relação com o mundo. Mas não conseguem fazer uma descrição lógica do que seria a vida na terra sem o que estão acostumados a ver e sentir no dia-a-dia. O trabalho de conscientização dos cuidados com o meio ambiente, mesmo que pareça um tanto complexa para essa faixa etária, lhes dá o direito de conhecer a verdade e a realidade que as a cerca, para que possam crescer com a convicção de que depende de cada um de nós o futuro do planeta. E cabe à escola aproximar os alunos, desde a tenra idade, aos conhecimentos científicos, oferecendo as crianças momentos de reflexão.
quarta-feira, junho 9
PESQUISO PARA CONHECER...
A cada reflexão semanal do estágio, observo coisas que antes passava despercebido. A temática que estou usando no estágio abriu um leque de possibilidades que não imaginava quando o iniciei. A alfabetização cientifica de acordo os PCNs, possibilita o desenvolvimento das noções sobre o meio ambiente, com maior compreensão da criança sobre o mundo que a cerca e sobre si mesma, desenvolvendo atitudes responsáveis para consigo, com o outro e com o ambiente. Para ampliar o universo de conhecimentos dos meus alunos, precisei pesquisar e estudar cada detalhe dos planos de aulas, para que atraísse os alunos, favorecendo um processo reflexivo de aprendizagem. Estou sempre em busca de algo novo, que gere oportunidades no processo de alfabetização de um modo lúdico e significativo, envolvendo uma visão interdisciplinar.Hoje, entendo o que Paulo Freire disse com, “Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.
Para que meu aluno se familiarize com o mundo natural, organizando um conjunto de valores, eu preciso ter consciência do meu próprio aperfeiçoamento. Quando alcanço os objetivos propostos, sinto uma satisfação enorme em estar contribuindo com a formação intelectual e pessoal dessas crianças.
domingo, junho 6
quarta-feira, junho 2
Os pequenos seres do nosso mundo
O ensino de ciências é o estudo de tudo que nos rodeia. Devemos possibilitar que sejam vividas experiências concretas entre nós (professores e alunos), facilitando aprendizagens em conjunto, e ao mesmo tempo atendendo as necessidades naturais das crianças, que é a curiosidade de descobrir o significado das coisas.
Na natureza a criança explora seu mundo, melhorando cada vez mais a leitura do mundo. A função do professor como mediador é desafiar e incentivar o aluno a explorar o meio, para que ele próprio faça as suas descobertas, pois quando uma criança pesquisa, formula hipótese, observa e experimenta, começa a entender as relações entre o meio e o ser vivo.
“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas". Jean Piaget
domingo, maio 23
“A produção crescente de vídeos educativos tem contribuído significativamente para um trabalho na perspectiva do desenvolvimento da alfabetização científica cultural (Shen, 1975) e multidimensional (Bybee, 1995). Através dos documentários os alunos têm a oportunidade de ampliar a sua cultura, o seu universo de conhecimentos. Há excelentes documentários, também veiculados pela TV sobre a Ciência, que apresentam os mais variados assuntos científicos com clareza e profundidade, aliados a uma fotografia que prende a atenção, principalmente das crianças. De modo semelhante aos textos, o uso planejado e estruturado destes vídeos pode ser efetivado pelo professor”.
E era exatamente o que estávamos fazendo quando o professor Paulo e a Rossana chegaram à escola para a visita, Fiquei um pouco apreensiva com a reação dos alunos, porque eles não estão acostumados com estranhos na sala de aula. Logo imaginei que seria um alvoroço. Mas foi melhor do que eu esperava, senti que ficaram entusiasmados. Conversaram, mostraram livros, cadernos e dicionários (aliás, eles adoram aqueles dicionários ilustrados). Alguns acabaram até esquecendo o filme que estavam assistindo (documentário sobre insetos), para interagir com os professores.
Depois que começamos a trabalhar com esse projeto, eles trazem de casa livros de ciências, para mostrarem que não são alheios a alguns conhecimentos. Daí a importãncia de se respeitar a bagagem de conhecimento que o aluno trás para a escola, reconhecendo as suas formas próprias de aprender e sendo o mediador nessa construção.
Para Vygotsky (1987), é através do contato com o material escrito e com o “outro” (intelecutor), a partir de trocas dialógicas que este processo se constrói.
http://www.fae.ufmg.br/ensaio/v3_n1/leonir.PDF
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