quarta-feira, outubro 20

Aprendendo a aprender...

A cada semestre fomos compartilhando vivencias, trocando experiências, aprendendo a aprender. Tivemos a oportunidade de trabalhar em grupos, interagindo com as colegas e descobrindo um mundo novo e fascinante através das tecnologias. Os portfólios, e os PAs da interdisciplina do Seminário Integrador, nos proporcionaram muitas aprendizagens. Fizemos uma pesquisa sobre afinidade e foi maravilhoso, pois descobri que uma palavrinha tão simples pode significar muito. Também, o PA despertou-me para os trabalhos com projetos em sala de aula, em que nos possibilitou inúmeras possibilidades de aquisição de informações na construção de conhecimentos dos alunos e do professor. Além do PA sobre afinidade, fizemos um PA sobre a influência dos desenhos animados na vida das pessoas. Com ele passei a me manter informada sobre o que os alunos costumam assistir na televisão e se isso realmente influencia na vida das crianças. Outro interdisciplina que foi de grande importância para o nosso crescimento como docente neste eixo foi a psicologia, e através da leitura dos textos da interdisciplina Psicologia da Vida Adulta, evidenciadas por Erikson, pois não costumava observar as fases da vida adulta e sim a infantil. Depois da pesquisa pude perceber como as características das fases adultas são iguais para todas as pessoas segundo Erikson, pois encontrei na minha própria família, todos os aspectos psicológicos, biológicos, intelectuais, relacionais, amorosos e profissionais que o autor descreve no seu texto.

terça-feira, outubro 19

Disciplinas dos eixos IV,V,VI.

Os trabalhos realizados nas interdisciplinas dos eixos IV, V e VI, foram muito importantes, pois estava faltando um embasamento teórico-prático, que nos trouxessem novas bases conceituais em relação aos conteúdos das disciplinas de matemática, ciências e estudos sociais.
A intedisciplina que passou a ter um reflexo maior nas minhas práticas pedagógicas, foi a de ciências “Representação do Mundo pelas Ciências Naturas”, com a leitura do texto “A DIFUSÃO DO PENSAMENTO DE EDGAR MORIN NA PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL” (Adriana Piva), (...) a educação no centro das atenções e toma a EA como principal estratégia contra a crescente complexidade dos problemas ambientais. A partir das reflexões da leitura do texto e de outras atividades realizadas na interdisciplina, foi que comecei a mudar meu olhar sobre o papel da educação na conscientização dos cuidados com o meio ambiente, e o compromisso, que nós como educadores, temos como mediadores nesta caminhada tão importante para a humanidade, que é a de tentar resgatar nas pessoas o respeito pela natureza, estimulando um consumo consciente no uso adequado dos recursos naturais, já que a sociedade humana vem se desenvolvendo rapidamente nas últimas décadas, principalmente com os avanços tecnológicos, e com isso, retirando da natureza tudo que precisam para uma vida confortável. Para termos todos os confortos e luxo que qualquer ser humano almeja, passamos a poluir o nosso ambiente, destruindo as florestas e extinguindo espécies, consequentemente, arrancando do nosso planeta, sem o compromisso da sustentabilidade, os recursos naturais que ela nos oferece. Por isso, todos nós temos a tarefa de preservá-lo e garantir para as vidas futuras um planeta sustentável. E, foi partindo dessa premissa, que eu e meus alunos escolhemos a temática para o estágio do curso.

quinta-feira, setembro 30

Resultado das mudanças...

O ano de 2007 foi crucial para as mudanças no fazer pedagógico em sala de aula. Era a primeira turma de 1º ano da minha escola. E eu fui escolhida para receber os pequenos que chegavam mais jovenzinhos e com muita disposição para aceitar o novo. Aproveitando a bagagem de experiências que eles traziam das escolas de educação infantil, fui colocando em prática tudo que estava aprendendo nas interdisciplinas do PEAD. Olhando as fotos no meu blog, senti uma imensa saudade de alguns alunos que não estão mais na escola. Hoje continuo fazendo muitos daquelas atividades, mas os protagonistas daquela época já estão na 4º ano, e quando cruzamos pelos corredores da escola eles ainda comentam sobre certas atividades que realizamos naquele ano (como as releituras de obras de artes) que ficaram marcado na lembrança daquelas crianças e que nunca mais esquecerão. É gratificante para o educador poder fazer a diferença na vida dos seus alunos e poder sentir isso durante os anos seguintes quando paramos para conversar com eles e relembrar o passado. O planejamento daquelas atividades tinha como objetivos desenvolver nos alunos o senso crítico e o espírito de descobertas, estimulando nas crianças a linguagem escrita, oral, cênica, corporal e plástica. Todo o desejo de transformar nos conduz a caminhos de possibilidades de atuação, a partir das reflexões e do senso crítico da nossa prática.

segunda-feira, setembro 20

INOVAR SEMPRE...

A vontade de inovar e aprender outras formas de ajudar na construção de conhecimentos dos meus alunos foi o que me levou a buscar qualificação no PEAD. Os recursos didáticos inovadores que aprendi nas interdisciplinas tornaram minhas aulas mais eficientes quando colocadas em prática na sala de aula. Fui percebendo cada vez mais que o processo educativo que trabalhava necessitava de mudança urgente. Então, comecei a planejar melhor as aulas, valorizando os conhecimentos que as crianças trazem de casa e a partir daí prepará-las com base nesses conhecimentos. Como estudante do pead, tinha a convicção de que o mundo estava evoluindo rapidamente, e, tanto os professores como as escolas precisavam acompanhar toda essa evolução. E, dentro deste contexto evolutivo das tecnologias, nós educadores não poderíamos ficar de fora, pois os computadores já faziam parte da vida dos meus alunos. Hoje, nas minhas práticas pedagógicas, aprendi a levar os alunos a ver e entender o mundo contemporâneo que estão inseridos, ensinando através da vivência com conteúdos que partem da realidade dos a avançar nas aprendizagens, e isso tem feito uma grande diferença na minha vida e na vida dos meus alunos.

terça-feira, setembro 14

O INÍCIO DE TUDO...

Fazendo uma retrospectiva das aprendizagens nos três primeiros semestres do PEAD, confesso que não entendia muito bem o que significava o blog, então comecei colocndo algumas reflexões. Estava passando por uma grande transformação na minha vida, e precisei tomar sérias decisões para não desistir do curso. Estava fascinada com a tecnologia, e a rapidez que precisava aprender para acompanhar o curso a distância, e tudo isso ficou registrado no início do meu blog, pois comentei várias vezes sobre a importância dessa tecnologia e o quanto estava facilitando interação entre colegas, professores e tutoras. Foram muitos desafios que tivemos que enfrentar, mas nos levou ao um novo modo de ver o mundo, com novas formas de adquirir conhecimentos, através trocas de saberes, via internet. No início estava um tanto tímida em expor meus pensamentos, mas ao mesmo tempo, fascinada com o blog, pois achava interessantíssimo ter um diário eletrônico, em que muitas de pessoas poderiam ter acesso as minhas idéias e sentimentos. O primeiro semestre foi uma fase de adptação, com muitos obstáculos para serem superados, mas deu tudo certo. Mas, foi no ano de 2007 (segundo e terceiro semestre) que realmente evolui muito como professora do 1º ano do ensino fundamental, aprimorando minha prática pedagógica, pois foram interdiscíplinas prazerosas para se trabalhar com crianças pequenas na sala de aula como teatro, literatura infantil, ludicidade, artes visuais e a criação de histórias no SI. Coloquei em prática todas as atividades sugeridas nas interdíciplinas com meus alunos, e, olhando agora as foto postadas no blog pude reviver aqueles momentos inesquecíveis, e de muitas mudanças e crescimento na minha vida proficional como educadora.

domingo, setembro 5

FLORES PRA MIM...

Com as pilhas recarregadas começo hoje uma nova e última etapa dos estudos no PEAD, o temido TCC, mas com gostinho de formatura. Ufa! nem acredito que já se passaram quatro anos... Hoje olhando para trás vejo o quanto foi difícil chegar até aqui. Muitas vezes, quando batia o cansaço, vinha aquela vontade enorme de desistir. Eram muitas cobranças, noites mal dormidas, falta de inspiração e mais cobranças. O tempo correndo e eu correndo atrás do tempo, mas neste momento sinto uma enorme satisfação por ter vencido todos os obstáculos que se atravessaram no meu caminho, e para quem me conhece sabe que não foram poucos. Pois foram tristes e doloridos. Feridas muito grande que ainda doi quando tocadas. Mas minha força de vontade foi maior. Procurei olhar sempre para frente, com perceverança, acreditando que dias melhores viriam. E como diz o velho dito popular... "Nada como um dia após o outro".

sábado, julho 10

BELAS PALAVRAS...

Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo: "Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim." "Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim." "O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim." "A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim." "Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim." "Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim." "Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."

sexta-feira, julho 2

Uma nova experiência...

Conviver nunca é uma tarefa fácil. E se tratando de crianças, ela torna-se ainda mais delicada, principalmente quando é preciso adequar-se a regras coletivas, horários e uma rotina comum a todos. Também é comum que algumas crianças custem a aceitar o convívio com outras, dividindo o mesmo ambiente, os jogos e a atenção da professora. Como a temática do projeto que estamos desenvolvendo na sala de aula é sobre a importância dos cuidados com os animais no meio ambiente, resolvemos criar a mascote da Turma. O tempo deste projeto é indeterminado, ele permanecerá enquanto tiver o interesse das crianças.
Com o objetivo de promover a socialização, a cooperação e a amizade, estimulando a ação de cuidar de si e do próximo, é que escolhemos uma mascote para turma (um ursinho panda de pelúcia “o Pandinha”). O aluno (a) responsável pela mascote o levará para casa juntamente com o diário. Poderá pedir ajuda aos pais, irmãos e outros, para registrar o que fizeram juntos durante a visita, e no dia seguinte ele o trará de volta para a escola juntamente com o diário e, fará um relato para seus colegas de tudo fez com a mascote em seu lar.
A experiência tem sido muito positiva. Os alunos se sentem importantes, pois tem que cuidarem muito bem do seu amiguinho enquanto estiverem com ele. Os pais aprovam o projeto, pois aproxima a família da vida escolar, incentivando a escrita e a leitura de ambos, através dos registros sobre a visita do ursinho na casa do aluno. Percebe-se claramente a expectativa que cada criança cria até chegar sua vez de levar o ursinho para casa, e, também, a tristeza daquele que tem que entregá-lo no dia seguinte.
"...será que amadurecer significa abandonar nossos amados ursinhos de pelúcia e as amizades verdadeiras da infância, ou será que significa ser forte o suficiente para proclamar com orgulho nossa devoção pelos ursinhos? Se eu tivesse que escolher, não pensaria duas vezes- o tipo de maturidade que não tem espaço para a fantasia não significa nada e não oferece recompensa. DÊ-me a ternura de um ursinho esfarrapado todos os dias." Ted Mentem http://www.thesadgirl.hpg.ig.com.br/sociedade/30/index_int_3.html

quinta-feira, julho 1

"ALTERIDADE"

Para encerrar o estágio supervisionado pelo Professor Paulo Albuquerque e a tutora Rossana, organizamos uma atividade de teatrinho na sala de aula. O objetivo foi de levar o aluno a perceber, valorizar e apreciar a diversidade natural, através do conceito de “alteridade”, adotando posturas de respeito aos diferentes aspectos relacionados aos animais. Conceito de alteridade indicado pelo Professor “A Ética da Alteridade seria, então, a capacidade de conviver com o diferente, indivíduo, grupo ou natureza, com um olhar inteiro, voltado justamente para o reconhecimento e acolhimento das diferenças. Vista como categoria fundamental, como elemento basilar da construção de uma nova cultura que impulsione o homem a reencontrar-se consigo mesmo e com a natureza, a reencontrar, e reconhecer, no outro, a origem e o complemento de si mesmo, a restabelecer a paz com o corpo, com o alter e com a natureza. A prática da alteridade pretende conduzir da diferença à soma nas relações interpessoais entre os seres humanos, na medida em que propõe estabelecer uma relação pacífica e construtiva com os diferentes, na medida em que se identifique, entenda e aprenda a aprender com o contrário. Significa reconhecer o outro em si mesmo, com os mesmos direitos, com os mesmos deveres e responsabilidades. A perda da alteridade, da visão do outro e da natureza como outro, fez com que o homem tenha ampliado o desequilíbrio ecológico, a violência, a intolerância, o ódio, o separatismo”. (Texto de Antonio Augusto Biermann Pinto)
Para trabalhar a alteridade com a turma, propus o desafio de criar novas possibilidades de expressão e idéias, através da dramatização, com um teatrinho sobre os animais. Com alguns fantoches que levei para a sala, eles criaram diálogos de apresentações entre os diferentes animais, com as seguintes perguntas: Onde vive? De que se alimenta? É selvagem ou doméstico? O que gostam de fazer na floresta?Têm amigos? E outras perguntas que foram surgindo durante o diálogo. Essa atividade estimulou a criatividade e a linguagem das crianças em suas formas de manifestações, também proporcionou um aprendizado prazeroso, através do lazer e do lúdico, demonstrando nos diálogos os conhecimentos adquiridos sobre os animais que pesquisamos durante o projeto.
(Alteridade: categoria fundamental da ética ambiental)
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10241)

domingo, junho 13

Reflexão sobre o meio ambiente.

Nesta semana fiz um apanhado geral sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente, através de pesquisas das notícias dos jornais. Com as reportagens encontradas os alunos confeccionaram um jornal sobre todas as reportagens relacionadas ao assunto principal (meio ambiente) e outros similares referentes aos animais. Essa atividade levou os alunos a refletirem sobre a falta de cuidado que o homem está tendo com a natureza e as graves consequências causadas com o desmatamento, poluição da água e ar, e todos os lixos hospitalares, químicos e tecnológicos espalhados no meio ambiente, e que aos poucos vão destruindo o nosso planeta. Deixei claro que eles são os responsáveis pelo futuro da terra, e, que é muita responsabilidade, pois se não ajudarem a cuidá-la não terão mais os recursos naturais que temos hoje. Também conversamos sobre alguns dos filmes que eles assistem em casa com seus pais, com temas sobre a destruição da terra, em que geralmente aparecem ondas gigantes, terra congelando, guerras de bombas atômicas e outros... Apesar de serem fictícios dão ótimos exemplos do que acontecerá com o futuro de toda a humanidade se não nos unirmos para proteger o planeta. Depois de longa conversa comecei a questioná-los com as seguintes perguntas: Como vai ser no futuro se não existirem mais peixes nos rios e mares? Se os solos ficarem poluídos e não nascerem mais as plantações de onde saem nossos alimentos, como vamos sobreviver? E quem vai despoluir o ar quando não nascerem mais as árvores? Sem falar dos nossos queridos animais, que desaparecerão completamente da terra se não houver água e alimentos. Só sobreviverá em meio a destruição, os animais transmissores de doenças, que se alimentam de sangue ou do lixo (ratos, baratas, moscas e mosquitos).
Lev Vygotsky (1896-1934) diferenciou os dois tipos de conceito que convivem na compreensão da criança pequena sobre o mundo que a cerca: os científicos (assimilados na instrução formal) e os cotidianos (obtidos no convívio prático).
Os alunos tentam responder as perguntas e mostrarem que já têm opiniões próprias sobre os cuidados que precisam ter com o meio ambiente. A natureza faz parte do cotidiano deles e é através dela que formulam as primeiras teorias da sua relação com o mundo. Mas não conseguem fazer uma descrição lógica do que seria a vida na terra sem o que estão acostumados a ver e sentir no dia-a-dia. O trabalho de conscientização dos cuidados com o meio ambiente, mesmo que pareça um tanto complexa para essa faixa etária, lhes dá o direito de conhecer a verdade e a realidade que as a cerca, para que possam crescer com a convicção de que depende de cada um de nós o futuro do planeta. E cabe à escola aproximar os alunos, desde a tenra idade, aos conhecimentos científicos, oferecendo as crianças momentos de reflexão.